Viver um dia de cada vez é um bom conselho que eu não me lembro ter
experimentado de maneira tão intensa quanto nesse ano. Não sei se
foi possível para vocês perceber, mas nas últimas semanas eu
estive menos ativa na blogosfera e tive um motivo forte para isso.
Graças a minha caminhada de pequenos e constantes passos, consegui
manter as postagens em dia apesar de alguns pequenos atrasos, no
entanto, em certos momentos a dor foi paralisante demais para eu
conseguir me fazer presente da forma que eu queria.
Desde
2020, uma tia muito querida estava lutando contra aquela doença terrível e entre melhoras e pioras, mantínhamos a esperança de
cura, mas depois de um agravamento no quadro e seguidas internações
no segundo semestre desse ano, no dia 1º de dezembro ela recebeu o
chamado de Deus e fez sua passagem para a vida eterna. Para nós
ficou a saudade e as boas lembranças que são muitas.
O
ano de 2025 foi bastante intenso para mim e, enquanto estava fresco na
minha memória essa perda tão dolorosa, tive minha estreia com o
grupo de jazz, dançando em um dos teatros mais bonitos da cidade.
Ainda não consegui sequer compreender o que eu senti naquele dia.
Subir no palco 1 semana depois da partida de uma tia tão amada que
se estivesse viva, com certeza, estaria lá para me assistir, foi uma
experiência que ainda estou tentando assimilar.