julho 29, 2026

[Diario sem chave] Compartilhando o bolo!

A resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais é: quarenta e dois, — disse Deep Thought, com infinita majestade e serenidade.” Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Desde que assisti ao filme: O guia do mochileiro das galáxias (ler resenha) fiquei ansiosa pra completar 42 anos. Hoje, depois de 1 ano tentando encontrar alguém que entendesse a referência, me despeço da “resposta” sobre a vida, o universo e tudo mais. Chego aos meus 43 com várias respostas e também algumas perguntas e a esperança de um dia conseguir conectar umas as outras e entender um pouquinho mais sobre a vida e quem sabe também sobre o universo e tudo mais.

Nessa segunda edição do “Diário sem chave” resolvi trazer alguns livros, filmes, séries, músicas, programas de TV e pessoas que também acabaram de passar pelo “ano da resposta”. Foi interessante ver tanta coisa que parece ter acontecido ontem, mas que na verdade já passou dos 40. Fiz uma seleção com o que tem significado para mim, mas quem quiser ver mais, pode acessar a página da Wikipédia onde fiz a pesquisa: aqui. Há inclusive uma tabela com os acontecimentos do ano separados por tema no final da página.

julho 23, 2026

[Resenha] Fahrenheit 451

Ainda lembro a cena. O professor de física entregou a prova e nela havia uma questão onde a resposta era o ponto de combustão do papel e eu lembro quando perguntei se não poderia apenas dar a resposta sem fazer o cálculo, pois havia lido o livro cujo título era esse número. Esse detalhe estava no enunciado. Não, o professor não deixou e eu não lembro como fiz para sair desse impasse. Só sei que a resposta eu acertei.

Os que vivem no conforto querem apenas rostos com cara de lua de cera, sem poros nem pelos, inexpressivos. Estamos vivendo num tempo em que as flores tentam viver de flores, e não com a boa chuva e o húmus preto.” Pág.108

Sinopse: Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. (Sinopse completa: Skoob)

julho 16, 2026

[Sessão Pipoca] O banqueiro cego

Nem acredito que finalmente essas postagens estão saindo da lista de metas e virando realidade. Por muito tempo eu quis escrever sobre a série, mas procrastinava tanto por conta do impacto que ela causou na minha vida quanto por medo de algumas reações meio agressivas de algumas pessoas do fandom que não aceitam uma interpretação diferente da deles. Apenas me afastando um pouco desses dois aspectos consegui começar a escrever. Já falei sobre o primeiro episódio na postagem: Um estudo em rosa e hoje trouxe a resenha de O banqueiro cego.

Sinopse: As mensagens codificadas nas paredes de dois assassinatos levam Sherlock a encontrar uma quadrilha de estelionatários chineses. Quando os bandidos sequestram Watson, seu amigo Holmes tem que salvá-lo. (Fonte: Google)

julho 09, 2026

[Novos na estante] #21

Alguns dias atrás, depois que terminei a leitura de mais um livro angustiante, cismei que queria uma história leve, mas obviamente as que estão na minha estante não serviam. Todos calhamaços com muitas páginas e eu estava a fim de algo leve em todos os sentidos. Como não tem mais livrarias grandes no centro da cidade, só nos shoppings, me restou o sebo. E lá fui eu garimpar.

Confesso que voltei um pouco decepcionada, pois estava pensando que encontraria um livro de ficção de cura, que são leves e curtinhos, exatamente o que eu queria no momento, mas em todas as lojas que eu visitei, os atendentes nunca nem ouviram falar do termo. Aparentemente terei que continuar viajando até as grandes livrarias para conseguir mais livros desse subgênero.

No entanto, é óbvio que não voltei de mãos vazias e por isso trouxe hoje mais uma edição dos novos na estante!

julho 02, 2026

[Li até a página cem e...] #30

Meu primeiro contato com Fahrenheit 451 foi na década de 90, mas eu não me lembro nada além do que está escrito na sinopse, então, apesar de ser uma releitura é como se eu estivesse lendo pela primeira vez.

Sobre essa edição, quero deixar um aviso importante a respeito do prefácio: está repleto de spoilers da história, inclusive o desfecho do protagonista. Eu quase li, mas algo me fez parar antes de saber demais e estragar a experiência. Sei que é uma obra antiga, mas para muitas pessoas é o primeiro contato com a história e acredito que deveriam pelo menos ter colocado um aviso no início do texto.

Eu estou lendo: Fahrenheit 451 - Ray Bradbury (ver no Skoob)

Primeira frase da página 100:

" Professor Faber, eu tenho uma pergunta um tanto estranha para lhe fazer."

Do que se trata o livro?

O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. Para impedir que essa realidade mude, os bombeiros tem uma nova função: queimar livros, mas um deles, Guy Montag, começa a questionar essa realidade.