Uma releitura muito agradável que me deixou presa do início ao fim já que eu esqueci o desfecho da história e a identidade das pessoas responsáveis pelos crimes. Sim, são dois casos como nos episódios da série de TV, mas em momento algum me senti confusa e parabéns ao autor que conseguiu equilibrar as duas histórias praticamente independentes sem dar mais destaque a uma do que a outra.
“No seu primeiro caso juntos, Grissom tinha dito: — É um erro capital teorizar antes de haver dados. Sem perceber, começamos a torcer os fatos para que se ajustem às teorias, em vez de as teorias se ajustarem aos fatos.” Pág. 15
Sinopse: Uma jovem mulher nua, recentemente descongelada e em posição fetal é encontrada próxima a um lago. Um homem de aproximadamente 30 anos é descoberto na neve, carbonizado. Os dois casos, aparentemente sem ligação, são o novo desafio para a equipe de CSI liderada pelo perspicaz Gil Grissom. Enquanto Catherine, Warrick e Nick tentam desvendar o que houve com a mulher, o próprio Grissom, com a ajuda de Sara, precisa descobrir rapidamente o assassino do rapaz. Para isso, todos devem estar atentos às evidências e ao que elas sussurram. (Fonte: Skoob)
Esse livro é uma fanfic, pois não é um roteiro oficial de episódio da série, mas foi escrito usando todos os personagens e cenários. É a prova de que uma fanfic não é necessariamente ruim. Tudo depende de quem escreve. A capa do livro em português até causa certa dúvida por trazer a palavra roteiro na capa, mas a original deixa bem claro de que se trata de um romance baseado no material original.
Desde que comecei a escrever, as fanfics têm sido um ótimo exercício, pois já tendo personagens e cenários definidos, meu foco pode ficar no desenvolvimento da trama. É um desperdício não utilizar esse recurso, principalmente quem está iniciando no universo da escrita. Só precisa lembrar que para vender a história, apenas com a autorização dos criadores originais, como é o caso desse livro.
A história começa com o caso investigado em Las Vegas por Catherine, Nick e Warrick. Assim como nos episódios da série, tudo tem início no local o cadáver foi encontrado. Com pouquíssimas evidências para analisar, e a vítima nua, o desafio do trio é bem grande e precisará de toda a perícia deles. Mas o mistério que aguarda Grissom e Sara não é menos complicado. A viagem dos dois era para uma conferência de peritos criminais, mas uma nevasca atrapalha os planos e o cadáver carbonizado que eles encontram deixa tudo mais instigante e também exige da dupla um conhecimento que eles não têm: cenas de crime na neve. A dupla então recebe a ajuda do policial Maher, que estava no mesmo hotel para a tal conferência e cujo trabalho é exatamente em cenas como essa, mas os peritos de Las Vegas não o conhecem e nem sabem se podem confiar nele.
É um livro fácil e rápido de ler e a maneira que os dois casos distintos foram escritos lembra bem como é um episódio de CSI Las Vegas. Os personagens, por já serem bastante conhecidos por mim, não causaram qualquer estranhamento em seus comportamentos, mesmo sem o autor aprofundar na personalidade ou passado de cada um. Como o livro foi publicado originalmente em 2003, a série contava com apenas 3 temporadas e por isso os personagens ainda teriam desenvolvimento para acontecer até a última, em 2015, que o autor não teria como prever. Ele trabalhou bem sendo fiel ao material que tinha.
Recomendo esse livro para fãs de mistério e crime com a investigação focada na análise de evidências. Foi uma releitura que gostei muito de fazer tanto pela história quanto para perceber minha mudança de percepção. Segundo uma resenha antiga no Skoob, o que mais me chamou atenção na primeira leitura foi a fofura da dupla Grissom e a Sara ilhados num hotel no meio de uma nevasca. Na releitura não notei nada disso. O casal mal conversa assuntos não relacionados à investigação. Acredito que eu estava numa fase de shipp GSR fortíssima. 😅
Outro detalhe que percebi, é que nunca notei o quanto Grissom cita Sherlock Holmes no livro, não lembro se ele é assim na série. Como não tinha lido as aventuras do detetive britânico na época, as citações passavam batidas, já hoje só me fazem ficar ainda mais fã do perito.
Título original: CSI Crime Scene Investigation – Cold
Burn
Autor: Max Allan Collins
Tradução: Chico Lopes
Páginas: 280
Editora: Prestígio Editorial
Ano: 2007
Link do livro no Skoob: CSI: Investigação da cena do crime – Morte no gelo
Já leram esse livro? Se interessaram? E a série, vocês costumavam acompanhar?
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Oi, tudo bem?
ResponderExcluirEu ainda gosto de assisti à série. O enredo desse livro parece ser bem interessante.
Oi, tudo bem comigo e com você?
ExcluirEu fiquei muito feliz quando descobri que a série estava (incompleta, mas enfim) na Netflix, mas acabaram tirando, pelo menos no meu plano. É realmente interessante e me conquistou.
Olá! Parece um livro muito bom, obrigada pela resenha. Bom fim de semana!
ResponderExcluirOi! Fico feliz que tenha gostado. Bom final de semana pra você também!
ExcluirFiquei com vontade de conhecer esse livro, especialmente por essa mistura de investigação criminal e clima de episódio de CSI.
ResponderExcluirEu me surpreendi positivamente com ele e já quero reler os outros dois que tenho aqui.
ExcluirAcredita que nunca assisti essa série? Nunca mesmo. Não sei se eu leria esse livro, mas achei interessante conhecer pelo menos um pouco do contexto de CSI.
ResponderExcluirAntes de conhecer Sherlock Holmes e Hercule Poirot eu era fã de carteirinha de CSI. Muito do que aprendi para escrever nos contos de mistérios veio da série.
ExcluirOi, Helaina! Como vai? Jamais tive a oportunidade de me debruçar sobre as páginas deste livro; de fato, nem mesmo o seriado consegui acompanhar em sua totalidade, tendo apenas vislumbrado alguns episódios de forma aleatória. Que bom saber que você apreciou reler este livro. Parece ser envolvente, né? Um abraço querida amiga.
ResponderExcluirOi, Luciano. Eu vou bem e você? Ah, como apaixonada por ciências que sempre fui esse seriado era um deleite para mim. Tudo o que eu mais gosto em cada episódio. Abraço, amigo!
ExcluirOi Helaina! Eu nunca assisti o seriado, mas fiquei om vontade de ler esse livro. Esse seu comentário sobre as impressões mudarem na releitura tem acontecido muito comigo agora que estou relendo Agatha. Boa semana!
ResponderExcluirMoonlight Books
@moonlightbooks
Oi, Cida! Eu estou amando isso, parece que é a primeira leitura. Boa semana pra você também!
ExcluirOi!
ResponderExcluirNem fazia ideia que a série CSI teve um público (e fandom) grande no Brasil para até publicarem livros por aqui, acho que os últimos que vi acontecer isso foi Stranger Things.
https://deiumjeito.blogspot.com/
Oi! Tem até hoje, mas é bem pequeno. Quando fui indicar o fandom de uma fanfic que escrevi no Wattpad, CSI nem estava na lista. Fiquei chocada! XD
ExcluirParece ser uma obra maravilhosa.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Foi uma excelente leitura!
ExcluirBoa semana pra você também!
Mentira que CSI tem livro? Nunca imaginei e agora fiquei curiosíssima pra ler. Lembro que sempre quis assistir essa série quando criança, só consegui uma vez, mas minha mãe proibiu depois hahaha. Vim assistir depois de adulta e tirando algumas coisas, gosto muito. Não sou shipper de Grissom e Sara, nunca fui. Na verdade nem gostava da Sara. Quando eu comecei a escrever sempre escrevi originais, só vim escrever fanfic depois de bem adulta, acho que na época eu tinha pouco material pra fanficar hahahaha e gostava mais de criar minhas próprias histórias. Mas concordo com você que fanfics são a melhor maneira de começar a escrever, criar personagem é muito trabalhoso e dá uma dor de cabeça!
ResponderExcluirEu custei pra encontrar. Lembro que na época precisei encomendar numa livraria porque comprar pela internet ainda não era tão popular e acessível quanto hoje. Eu assistia junto com a minha mãe, mas não era criança então ela deixava de boa. Meu preferido da série era o Greg, mas gostava bastante da Sara e dos outros e achei interessante quando o shipp apareceu, mas lembro pouco como foi o desenvolvimento deles. A primeira vez que tentei fanficar foi com o filme Jumanji (1995), mas nunca desenvolvi. Meus primeiros rabiscos foram com a série Arquivo X e a primeira concluída com Harry Potter. Mas, apesar da facilidade pelos personagens já prontos, eu sempre coloco um original criado por mim pra participar da brincadeira.
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