julho 02, 2026

[Li até a página cem e...] #30

Meu primeiro contato com Fahrenheit 451 foi na década de 90, mas eu não me lembro nada além do que está escrito na sinopse, então, apesar de ser uma releitura é como se eu estivesse lendo pela primeira vez.

Sobre essa edição, quero deixar um aviso importante a respeito do prefácio: está repleto de spoilers da história, inclusive o desfecho do protagonista. Eu quase li, mas algo me fez parar antes de saber demais e estragar a experiência. Sei que é uma obra antiga, mas para muitas pessoas é o primeiro contato com a história e acredito que deveriam pelo menos ter colocado um aviso no início do texto.

Eu estou lendo: Fahrenheit 451 - Ray Bradbury (ver no Skoob)

Primeira frase da página 100:

" Professor Faber, eu tenho uma pergunta um tanto estranha para lhe fazer."

Do que se trata o livro?

O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos. Para impedir que essa realidade mude, os bombeiros tem uma nova função: queimar livros, mas um deles, Guy Montag, começa a questionar essa realidade.

O que está achando até agora?

Nem de longe eu esperava esse documentário disfarçado de ficção. Praticamente tudo o que está acontecendo atualmente: vício em telas, dopamina barata, conteúdos rasos e muito resumidos, só para citar alguns, aparecem na história. Algumas coisas são apenas paralelos, mas outras parece que o autor esteve por aqui para fazer uma pesquisa de campo.

O que está achando dos protagonistas?

É fácil se identificar com a inquietação de Guy Montag pela passividade de uma sociedade que não questiona nada, só aceita as coisas como estão porque se sentem bem com elas ou pelo menos acreditam nisso. Não sabem do mundo fora de casa, se há guerras ou fome, apenas vivem suas vidas dentro de suas bolhas em total falta de empatia. Esse aspecto deixa bem claro a falta que a leitura faz nessa sociedade distópica, infelizmente muito parecida com a nossa.

Melhor frase até agora:

"Não houve nenhum decreto, nenhuma declaração, nenhuma censura como ponto de partida. Não! A tecnologia, a exploração das massas e a pressão das minorias realizaram a façanha, graças a Deus." Pág.81

Vai continuar lendo?

Com certeza! Quero muito saber os desafios que Guy Montag enfrentará ao confrontar a realidade em que vive. Estou torcendo por ele, e também por nós, para que ainda haja tempo das pessoas aprenderem a usar a tecnologia a seu favor e não serem escravas dela.

Última frase da página:

"Ela estava agora começando a gritar, sentada ali como uma boneca de cera derretendo com seu próprio calor."
 

Vocês gostam de ler distopias? Já leram essa?
Em breve pretendo trazer a resenha e minhas conclusões a respeito da leitura.

20 comentários:

  1. Oi, Helaina! Como vai? Esta é uma das distopias que ainda não tive a oportunidade de explorar. Pelas suas impressões, a obra parece realmente fascinante, não é? O mundo, em sua essência, permanece como sempre foi, desde tempos imemoriais, e não vislumbro melhorias no horizonte; minha percepção é que a tendência é de um contínuo declínio. Infelizmente, essa é uma realidade que devemos aceitar, buscando a serenidade em meio ao caos, pois a situação que o mundo enfrenta não é nova, mas sim um eco de eras longínquas. Que sua leitura continue a trazer-lhe prazer e descoberta naquilo que lê. E isso minha amiga não tem preço, não? Um abraço querida.

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    1. Oi, Luciano. Eu vou bem e você? Realmente esse declínio contínuo é uma realidade antiga, mas ver isso nas palavras de um escritor que publicou nos anos 50 como estaria o mundo hoje com tantos detalhes é chocante e desconfortável. Obrigada! Abraço!

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  2. Olá,
    A descrição deste livro me lembrou um pouco do "Diário de Anne Frank" (corrija-me se estiver errada).
    Essas leituras são avassaladoras.

    Abraços ❁
    www.isagoeswitheflow.blogspot.com

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    1. Oi, ainda não tive a oportunidade de ler, mas acredito que seja um tiquinho semelhante, a não ser o fato de aqui ser totalmente ficção, pelo menos na época em que foi publicado. Abraços!

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  3. Nossa, li esse livro nos idos de 2010, preciso reler, porque lembro de ter gostado muito, muito mesmo dessa narrativa, mas já não me lembro de quase nada sobre ela!

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    1. Eu fui na mesma vibe. Li há muitos anos e não lembrava de mais nada. Assustadoramente próximo da nossa realidade.

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  4. Muito bem. A ficção a confundir-se com a realidade. Já tinha ouvido falar deste livro, que gostaria de ler.
    Beijos.

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    1. É uma boa leitura, e acredito que mais pessoas deveriam ler e refletir se é esse mesmo o futuro que queremos para a humanidade. Espero que você tenha a chance de ler! Beijos;

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  5. Oi Helaina! Eu não li esse livro, mas tenho muita vontade de conferir esse e algumas outras obras do autor. Que incrível ele trazer algo tão próximo do que estamos vivendo. Boa semana!
    Moonlight Books
    @moonlightbooks

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    1. Oi, Cida! Eu confesso que fiquei chocada com a precisão! Espero que você tenha a chance de ler também e goste da obra! Boa semana pra você também!

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  6. Esse é um clássico da distopia. Um retrato do nosso mundo hoje.

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    1. Verdade! Um retrato pra lá de desconfortável, porque parece que só vai piorar, infelizmente.

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  7. Parece ser uma leitura incrível e primorosa.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar com muitos posts e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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    1. Foi realmente uma leitura impactante!
      Boa semana pra você também!

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  8. Estou doidaaa pra ler esse livro! Esta na minha lista a algum tempo !
    Beijinhos
    https://tianebooks.blogspot.com/

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    1. Foi assustador de tão realista. Espero que as pessoas acordem e mudem a direção desse barco. Tá complicado. Quando ler, espero que goste!
      Beijos;

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  9. Meu livro favorito, sempre releio! Mas quando li a primeira vez também fiquei meio assim....mas depois que reli, entendi e amei! Amo na verdade!

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    1. Eu não lembro qual foi minha impressão quando li pela primeira vez, mas fiquei bem impactada com essa leitura.

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