fevereiro 12, 2026

[Sessão Pipoca] Os Sete Relógios

Às vésperas do dia de São Valentim no próximo sábado, o dia dos namorados internacional, eu não poderia escolher outro senão o Martin Freeman 💘 para aparecer em uma postagem aqui no Mente Hipercriativa. Apesar de ser um moço comprometido há anos, até onde eu sei, aprecio o trabalho dele e me apaixono por quase todos os seus personagens. Nessa minissérie não foi diferente, apesar do Martin de bigode não ser um dos meu visuais favoritos dele.

O ator foi meu primeiro e mais forte motivo para assistir à minissérie, mas o fato de ser a adaptação de uma obra de Agatha Christie também me atraiu bastante. Confesso que me decepcionei com o pouco tempo de tela do Martin, mas entendo que ele não era o protagonista da história, mas sim Lady Eileen (Mia McKenna-Bruce). Uma jovem determinada a descobrir o culpado pelo assassinato de seu amigo, Gerry Wade (Corey Mylchreest).

Sinopse: Os Sete Relógios de Agatha Christie traz a adaptação do livro de mistério lançado em 1981 pela Rainha do Mistério. A trama se passa em uma casa de campo luxuosa nos anos 1920, onde uma pegadinha organizada durante uma festa resulta em uma tragédia. Por mais que tudo pareça um infeliz acidente, a jovem investigadora Lady Eileen “Bundle” Brent está convencida que há algo de suspeito por trás. Agora, cabe a Bundle desvendar esse mistério o mais rápido possível, mal sabendo que a investigação pode mudar sua vida. [Fonte: AdoroCinema]

A história começa com um crime no ano de 1920. Somos apresentados a cena, mas não há explicação sobre quem é a vítima ou o motivo de sua morte. Na sequência somos transportados para 1925 durante uma festa na mansão onde moram Bundle e sua mãe, Lady Caterham (Helena Bonham Carter). Após uma brincadeira com sete despertadores que termina com a morte de Gerry, Bundle assume a investigação, pois não acredita que o amigo tenha sido capaz de tirar a própria vida.

A questão é que ninguém acredita na jovem e o legista declara a causa da morte como acidental pela overdose de sonífero. Bundle não mede esforços para convencer os amigos a ajudá-la na investigação, o que acarreta mais tragédias já no primeiro episódio deixando claro que a trama é muito mais complexa e arriscada do que aparenta. Mesmo com todo perigo, Bundle não desiste e decide que auxiliará o Superintendente Battle (Martin Freeman) da New Scotland Yard a investigar.

Não sei se passar dos 40 me fez muito bem, pois fiquei boa parte da minissérie achando a protagonista muito novinha para fazer o que estava fazendo, mesmo sem saber a idade dela. Talvez tenha sido influenciada pela altura, pois sou mais alta do que a atriz Mia McKenna-Bruce, o que já não é muita altura, na verdade. 😅 Mas eu não era assim, e teria inclusive me sentido representada se fosse mais nova. Bundle é uma protagonista muito corajosa e perspicaz e não desiste fácil de seus objetivos.

Quanto ao mistério, suspeitei de um dos culpados logo no começo, mas admito que foi apenas um sentimento sem embasamento em evidências. A medida que a história vai desenrolando, mais peças do quebra-cabeça foram se encaixando e posso dizer que gostei da experiência de desvendar a trama poucos segundos antes de ser revelada na tela. Pelo que li nas críticas, parece que mudaram muita coisa em comparação ao livro da Agatha, mas como não li, não posso fazer essa comparação.

Na minha opinião, não precisava ser uma minissérie, pois os três episódios com cerca de 50 minutos poderiam ser condensados em um filme com algo em torno de 2 horas de duração. Mas estou lendo algumas notícias sobre produções voltadas para pessoas que não querem prestar atenção ao que estão assistindo e pode ser esse o motivo para terem diluído a história em episódios. Sinceramente espero que essa tendência mude e as pessoas voltem a ter foco para acompanhar tramas complexas e compactas, mas não estou depositando minhas esperanças nesse milagre.

Indico a minissérie para quem gosta de um mistério interessante no estilo “whodunit” onde temos um crime, vários suspeitos e um detetive para explicar o que aconteceu. Acho bem interessante esse tipo de trama, porque gosto de analisar o caso junto com os personagens e a revelação ao final funciona como uma checklist.

Para fãs do Martin Freeman, eu recomendo a minissérie porque ele faz parte do elenco e eu gosto de apoiar o trabalho dele, mas não espere muitos momentos com sua presença, pois apesar de ser o superintendente da polícia encarregado da investigação, a protagonista é Lady Eileen “Bundle” e a trama gira em torno dela. De qualquer forma, gostei muito de ter mais um trabalho dele para assistir, no streaming que eu assino, mesmo que seja com o bigodin.

Passei boa parte do tempo com essa imagem do Sherlock em mente. 
(Tr. Deixe-me fazer uma pergunta. Você realmente vai ficar com isso?)

Título: Agatha Christie's Seven Dials
Direção: Chris Sweeney
Gênero: Drama, mistério, suspense
Classificação: 12 anos
Duração: 161 minutos (dividido em 3 episódios)
País: Reino Unido
Lançamento: 15 de janeiro de 2026
Trailer: Os sete relógios | (Youtube)

Quem já assistiu a minissérie? E alguém já leu o livro ‘O Mistério dos Sete Relógios’? Se alguém teve acesso tanto ao livro quanto a minissérie, por favor, fique à vontade para apontar as principais diferenças nos comentários. Fiquei curiosa e não sei quando poderei ler.

Para ver tudo o que publiquei sobre o ator aqui no blog, acesse: MartinFreeman

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