abril 16, 2026

[5 Motivos] para assistir: Emergência Radioativa

O Brasil já foi cenário de várias tragédias e algumas delas serviram de lições para que os mesmos erros não se repetissem. No entanto, as pessoas envolvidas no evento original não têm a chance de contar com o preparo que surge depois e foi assim que em setembro de 1987, em Goiânia, Goiás, dois catadores de material reciclável tomaram posse de um objeto abandonado sem saber o perigo que corriam.

Pouco tempo havia se passado do desastre nuclear de Chernobyl, em abril do ano anterior, por isso estava vivo na memória da população a gravidade do problema. Assim, além de correr contra o tempo para evitar que o pó radioativo se espalhasse pelo país inteiro, as autoridades responsáveis precisavam evitar que o pânico se alastrasse levando a população ao caos e agravando a situação.

1. Primeira motivação: Assim como o Incêndio no Edifício Joelma (1974) na cidade de São Paulo, SP, essa tragédia sempre chamou minha atenção pela forma como aconteceu, os desdobramentos e o número de vítimas que deixou. Já havia lido a respeito e quando vi que fariam uma minissérie na Netflix, coloquei na minha lista para assistir.

2. Fantasia ou mundo real: A minissérie se passa no mundo real, mas pelos comentários que já encontrei na internet, parece que não foi filmada em Goiânia, onde aconteceu o acidente. Além disso, os nomes dos personagens não são os mesmos da realidade, pois os sobreviventes sofrem até hoje com as consequências da tragédia e o preconceito de muitas pessoas e, por isso, preferem ficar longe dos holofotes.

3. Enredo: A história começa com os dois os catadores de material reciclado encontrando, numa clínica de radioterapia desativada, a peça de metal com a qual eles esperavam conseguir um bom dinheiro. Se não fosse o fato de Márcio (Johnny Massaro), jovem físico nuclear, estar em Goiânia para o aniversário do pai e a sagacidade de Antônia Quadrado (Ana Costa), esposa de Evenildo Quadrado (Bukassa Kabengele) e dono do ferro velho que comprou a peça e começou a espalhar o pó azul, a tragédia teria sido maior. Antônia suspeitou que era aquele pó que estava deixando todos doentes e resolveu levar o artefato para a vigilância sanitária, e Márcio constatou a emergência da situação e avisou as autoridades.

4. Estética: Uma cidade brasileira no final dos anos 80. Senti aquela nostalgia, apesar de lembrar melhor da década de 90, que produções ambientadas nessa época trazem. Não sei se todos sentiram da mesma maneira, mas a minissérie passa a sensação de que a tragédia poderia ter acontecido em qualquer cidade do país. Os cenários aqui variam entre as residências, locais de trabalho, o campo de futebol onde montaram um isolamento para pessoas contaminadas e os hospitais para aqueles com sintomas mais severos de intoxicação.

5. Zona de conforto: Mesmo sendo um drama, algo que eu não acompanho com frequência, o fato de eu me interessar por essas histórias e querer saber mais sobre o que aconteceu, a ficção, apesar de sua licença poética, apresenta os principais eventos ocorridos. Normalmente, depois de assistir, eu procuro mais informações para saber o que de fato aconteceu.

Título: Emergência Radioativa
Direção: Fernando Coimbra e Iberê Carvalho
Gênero: Drama, história nacional, Suspense
País: Brasil
Ano: 2026
Classificação indicativa: 16 anos (IMDB)

Emergência Radioativa, que na realidade é radiológica, mas o título escolhido chama muito mais atenção, é uma minissérie excelente que merece o sucesso que está fazendo. Muito bem produzida, interessante e que não fica devendo em nada para outras produções. Eu recomendo tanto para quem já conhece o fato, inclusive acompanhou pelo noticiário, quanto para quem só ouviu falar a respeito. Eu já era nascida, mas em setembro de 1987 só tinha 4 anos e obviamente não lembro de nada. O elenco foi muito bem escolhido e cada ator e atriz entrega seu personagem com a intensidade que essas pessoas merecem, inclusive a pequena Mari Lauredo, que interpreta Celeste, sobrinha do dono do ferro-velho.

A impressão que tive ao assistir Emergência Radioativa é que o pior problema quando uma tragédia dessas proporções acontece é sempre o próximo. Cada vez que os especialistas investigavam mais um pouco para encontrar a origem da contaminação, descobriam que ela poderia ter se espalhado mais do que imaginavam. Tem gente tentando ajudar mesmo com poucos recursos, tem gente tentando abafar o caso e tem pessoas inocentes que tem as vidas destruídas pela irresponsabilidade de pessoas cuja obrigação era zelar pelo bem comum.

Vocês já assistiram Emergência Radioativa? Ficaram com vontade? Gostam desse tipo de produção que se inspira em desastres reais?

Para ver outras postagens dessa coluna, acessem: 5 motivos

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