janeiro 06, 2012

Para sempre... Potterhead

Para mim, assim como provavelmente para muitos fãs, a série Harry Potter não se resume a apenas livros e filmes. Para nós, representa algo mais!

[Se você não conhece a história toda até o fim, pode conter spoilers].

Preciso confessar que ao terminar de ler o último livro da série, pensei que deixaria de ser fã. As mortes de Remus Lupin assim como a de Nymphadora Tonks me deixaram de uma maneira tão profundamente triste ao ponto de conjeturar que nunca mais leria nada escrito pela JK Rowling. O que eu não sabia, ou não entendi na época, é que eu estava de luto. Luto pela morte do “meu padrinho” e sua esposa. Mas, como diz Dumbledore: “Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los”, tudo o que precisei fazer para senti-los vivos novamente foi usar as palavras, e a imaginação.

O principal motivo que me faz gostar da série Harry Potter é por ser uma história de amor, mas que não se resume ao relacionamento romântico entre dois personagens como a maioria das histórias que existem. As histórias de JK Rowling vieram para lembrar aos mais velhos e ensinar aos mais novos que amor é muito mais do que o que é usual se propagar. Há amor na amizade, não só do trio entre eles, mas também entre os demais personagens que lutam contra Voldemort, que inclusive é a personificação de alguém totalmente desprovido desse sentimento e é com o amor que eles o vencem.

O amor é o precursor de toda a história. Se não fosse Lily Potter ter morrido para salvar seu filho nem teríamos história e ainda se não fosse Snape tê-la amado de forma tão sublime, talvez Harry não tivesse chegado vivo para enfrentar Voldemort. Essa relação entre a Lily e o Snape inclusive é triste, porém linda. Ele sofreu por amar sem ser correspondido, mas diferente de situações que vemos na ficção e na vida real, ele soube respeitar a escolha que ela fez. Ao que nos parece ele descontou certa mágoa em Harry, mas nunca hesitou proteger a vida do menino.

Há ainda outros casais como o Rony e a Hermione, onde a amizade se desenvolveu até o namoro, assim como a Ginny e o Harry. Fleur e Tonks, duas mulheres para quem uma condição física de seus maridos Bill e Remus, respectivamente, não fez a menor diferença diante ao amor que elas sentiam. Isso sem falar de Molly e Arthur que já se amavam antes de os conhecermos.

Além de ser uma história de amor, a série Harry Potter também inspira bons exemplos. Os personagens trabalham juntos para tornar o mundo melhor não importando o quanto tenham que se sacrificar e os que estão do lado do bem permanecem desse lado não se importando se a maioria está a favor ou não, afinal não podemos esquecer que: “É a convicção dos seguidores, não o seu número, que determina o sucesso” (Remus Lupin). Hoje, como o nosso mundo está, tão cheio de maldade e hipocrisia, é ótimo que tenhamos uma história como essa para inspirar crianças, adolescentes e adultos e lembrar que o bem tem que vencer e que devemos sempre continuar tentando não importa o quão difícil e vencida pareça a “batalha”.

Guerreiras mesmo são as “mulheres de Harry Potter”. Ginny, Hermione, Tonks, Minerva, Fleur, Molly, Lily, Luna e essas são apenas as principais, todas tem uma característica em comum: a força. É muito comum vermos mulheres independentes, mas algumas quando não conseguem o que querem se comportam como crianças mimadas chorando e se lamentando. As mulheres criadas pela JK Rowling sabem lutar pelo que querem, mas também sabem esperar, sem que para isso deixem de viver e ser feliz. Se eu tiver uma filha que se inspire em qualquer uma dessas heroínas, me sentirei feliz e realizada sabendo que ela está no caminho certo.

Os homens também são adoráveis nas histórias. O próprio Harry, nobre e humilde, mesmo tendo sido tão maltratado pelos tios, teve seus momentos de raiva, mas nunca foi exatamente um menino revoltado pelas injustiças que sofreu. Rony, na minha visão, um pouco desligado, mas sempre um bom amigo. Remus, não tenho palavras para descrever como ele me inspira, amando tanto a esposa e os amigos. E Arthur, com tantos filhos e pouco dinheiro nunca deixou faltar o mais importante para eles: o amor (fica dica para todos os pais, nós filhos, queremos sim casa e comida, mas perceber que nosso pai nos ama é de longe muito mais importante do que qualquer coisa que o dinheiro possa comprar!), e o Sr. Weasley ainda “adota” Harry como filho de coração.

Ao final, percebemos que a bruxaria, tema que foi motivo de muita polêmica nos primeiros anos do lançamento da série e é ainda hoje, porém de forma mais discreta, não foi o que realmente o que sustentou a história. A genialidade de JK Rowling ao criar todo o mundo bruxo nos proporcionou não apenas um entretenimento passageiro, mas lições de vida que não devem ser esquecidas.

janeiro 01, 2012

Feliz 2012!


O ano normalmente começa com uma sensação de esperança, de renovação. Não sei como será esse ano, nem o que esperar dele, mas posso rezar e desejar para todos nós um 2012 maravilhoso. E que quando chegarmos ao fim deste ano estejamos todos com o coração tranquilo e a certeza de que fizemos a diferença. Sejam em grandes ou pequenas coisas.

Feliz Ano Novo a todos vocês!!

Helaina Carvalho Crisóstomo
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