Nostalgia pura é o que define para mim essa postagem. Antes
da popularização da internet, qualquer pesquisa escolar se baseava em
enciclopédias, jornais e revistas. Era uma maneira mais lenta de se encontrar o
que precisa, mas acredito que essa paciência é exatamente o que muita gente sente
falta no mundo de hoje. As enciclopédias deveriam permanecer intactas, para futuras
consultas, os jornais, dependiam muito das notícias selecionadas para o dia,
mas as revistas tinham de tudo um pouco. Com atenção e criatividade a gente
conseguia o que precisava mesmo que não fosse o tema da publicação.
Esse recurso, muito explorado pelas escolas na década de 90,
fez nascer em mim um hobby: folhear revistas. Muito melhor do que timeline
infinita, sem tela brilhante e sem anúncios para interromper (okay, eles
estavam lá, mas era bem mais fácil virar a página em menos de 30 segundos).
Desse hábito veio o de recortar imagens e pequenos textos para colar nas
agendas (ou diários) e quando descobri o que era ser fã de alguma coisa,
para montar meu pequeno acervo de reportagens. É dessa saudade que nasceu a
postagem de hoje.
Selecionei algumas revistas publicadas na década de 90 e
início dos anos 2000 que tem grande significado para mim. Ainda possuo alguns
exemplares dos títulos selecionados, mas como todas já foram exaustivamente
consultadas e recortadas, precisei buscar no Google uma capa para representar
cada uma. Se lembrarem de alguma que tenha sido importante para você, fiquem à
vontade para compartilhar nos comentários!
Globo Ciência: meu primeiro contato com a ciência e praticamente um complemento ao que eu assistia em O Mundo de Beakman. Além de reportagens com assuntos ligado à ciência e tecnologia, a revista às vezes era vendida com algum encarte para juntar e montar uma enciclopédia. Tenho vários números até hoje tanto dela quanto da Galileu, nome pelo qual a revista passou a ser chamada.

Superinteressante: concorrente da anterior, não tive muito contato, mas cheguei a ler alguns números. Quando a matéria de capa chamava muita atenção, ficava difícil resistir.

Scentific America Brasil: essa revista me foi apresentada por um professor de biologia/genética que eu era praticamente fã. Isso foi em 2001 no final do meu ensino médio, então estava familiarizada com textos mais complexos e não tive problemas para compreender as matérias, mas essa revista tinha um apelo menos popular e mais técnico.
Atrevida: descobri essa revista por meio de amigas no
início da adolescência. Obviamente pedi minha mãe para comprar e a reação dela
me deixou com um pouco de raiva na época. Ela disse que compraria e leria a
revista antes para saber se era apropriada para a minha idade (como assim,
mãe, é revista de adolescente!). Hoje apoio 100% o que ela fez e se tivesse
uma filha, faria igual. Ela não me proibiu, apenas queria acompanhar minha vida
de perto e me orientar no que achasse necessário. Tá certíssima, mãe!
Capricho: essa entrou na minha vida sem muito protocolo,
como as revistas traziam conteúdo bem semelhante, apenas uma folheada deixou minha
mãe tranquila a respeito dos assuntos abordados.
Toda Teen: mais uma para a coleção que hoje enxergo
com um pouquinho de tristeza. Todas as três revistas traziam a mesma ideia da
adolescente ser bonita e conquistar os garotos. Vez ou outra havia matérias sobre
profissões, saúde e amizade, mas grande parte das reportagens eram moda, beleza
e a arte da conquista (que nunca funcionaram para mim… kkkkrying…)
SciFi News: antes de completar 15 anos e já bem ignorada
perdida no mundo das amizades e relacionamentos, tive contato com um grupo que
na época era considerado nerd (antes de virar modinha). Era o grupo dos excluídos
que gostava de ler e não falava o tempo todo de namoro ou assuntos
relacionados. Fiz amizade com eles e conheci o mundo das séries. Minha primeira
e mais profunda paixão foi Arquivo X e com essa revista, podia colecionar
matérias falando sobre os atores e episódios. Ainda guardo uma pasta com os recortes.
Herói: além dos seriados americanos, conheci os
animes japoneses e minha paixão por Yu Yu Hakusho me levou a comprar vários números
dessa revista e também recortar para guardar. Dessa coleção não sei o que eu
fiz, pois não sei aonde foram parar os recortes.
Mundo Estranho: a proposta dessa revista era trazer
informações científicas de tudo que fosse muito bizarro e incomum. Um gosto
pelo desconhecido que começou comigo em Arquivo X e me acompanha até hoje. Se
tem uma revista que eu recomendaria para quem quer ficar à toa longe das telas
é essa.
Recreio: minha última paixão acompanhada em revistas
foi Harry Potter. Também tenho uma pasta com recortes, que vieram de várias
publicações, mas acredito que essa tenha sido a maior fonte de reportagens
sobre o mundo bruxo.
Que saudade senti escrevendo essa postagem. Gostaria muito
de ter uma pasta com recortes de Sherlock, minha paixão mais recente, ou uma
mísera foto do Martin Freeman para colar na agenda (deixei até um espaço
reservado caso encontre). Tenho procurado nos sebos, mas nas vezes que fiz
isso voltei sem encontrar.
Pelo que pesquisei, algumas dessas revistas ainda existem em
versão digital ou ainda nas bancas com menor frequência de publicação e outras
deixaram de existir. Sei que num mundo onde precisamos prezar pela conservação,
algo digital é melhor que impresso na questão de reduzir resíduos, mas não consigo
fazer o mesmo uso dessa versão e prefiro deixar a atividade na memória.
Não é apenas pela informação, mas como ela nos é apresentada
pela revista. Desacelerar, folhear e recortar provavelmente ativa muito mais
áreas no cérebro do que o celular tem feito e talvez por isso seja uma
atividade tão prazerosa para mim.
Para mais postagens nostálgicas como essa, acesse: [Memória afetiva]
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