maio 21, 2026

[Memória afetiva] Revistas

Nostalgia pura é o que define para mim essa postagem. Antes da popularização da internet, qualquer pesquisa escolar se baseava em enciclopédias, jornais e revistas. Era uma maneira mais lenta de se encontrar o que precisa, mas acredito que essa paciência é exatamente o que muita gente sente falta no mundo de hoje. As enciclopédias deveriam permanecer intactas, para futuras consultas, os jornais, dependiam muito das notícias selecionadas para o dia, mas as revistas tinham de tudo um pouco. Com atenção e criatividade a gente conseguia o que precisava mesmo que não fosse o tema da publicação.

Esse recurso, muito explorado pelas escolas na década de 90, fez nascer em mim um hobby: folhear revistas. Muito melhor do que timeline infinita, sem tela brilhante e sem anúncios para interromper (okay, eles estavam lá, mas era bem mais fácil virar a página em menos de 30 segundos). Desse hábito veio o de recortar imagens e pequenos textos para colar nas agendas (ou diários) e quando descobri o que era ser fã de alguma coisa, para montar meu pequeno acervo de reportagens. É dessa saudade que nasceu a postagem de hoje.

Selecionei algumas revistas publicadas na década de 90 e início dos anos 2000 que tem grande significado para mim. Ainda possuo alguns exemplares dos títulos selecionados, mas como todas já foram exaustivamente consultadas e recortadas, precisei buscar no Google uma capa para representar cada uma. Se lembrarem de alguma que tenha sido importante para você, fiquem à vontade para compartilhar nos comentários!


Globo Ciência: meu primeiro contato com a ciência e praticamente um complemento ao que eu assistia em O Mundo de Beakman. Além de reportagens com assuntos ligado à ciência e tecnologia, a revista às vezes era vendida com algum encarte para juntar e montar uma enciclopédia. Tenho vários números até hoje tanto dela quanto da Galileu, nome pelo qual a revista passou a ser chamada.


Superinteressante: concorrente da anterior, não tive muito contato, mas cheguei a ler alguns números. Quando a matéria de capa chamava muita atenção, ficava difícil resistir.


Scentific America Brasil: essa revista me foi apresentada por um professor de biologia/genética que eu era praticamente fã. Isso foi em 2001 no final do meu ensino médio, então estava familiarizada com textos mais complexos e não tive problemas para compreender as matérias, mas essa revista tinha um apelo menos popular e mais técnico.

Atrevida: descobri essa revista por meio de amigas no início da adolescência. Obviamente pedi minha mãe para comprar e a reação dela me deixou com um pouco de raiva na época. Ela disse que compraria e leria a revista antes para saber se era apropriada para a minha idade (como assim, mãe, é revista de adolescente!). Hoje apoio 100% o que ela fez e se tivesse uma filha, faria igual. Ela não me proibiu, apenas queria acompanhar minha vida de perto e me orientar no que achasse necessário. Tá certíssima, mãe!

Capricho: essa entrou na minha vida sem muito protocolo, como as revistas traziam conteúdo bem semelhante, apenas uma folheada deixou minha mãe tranquila a respeito dos assuntos abordados.

Toda Teen: mais uma para a coleção que hoje enxergo com um pouquinho de tristeza. Todas as três revistas traziam a mesma ideia da adolescente ser bonita e conquistar os garotos. Vez ou outra havia matérias sobre profissões, saúde e amizade, mas grande parte das reportagens eram moda, beleza e a arte da conquista (que nunca funcionaram para mim… kkkkrying…)

SciFi News: antes de completar 15 anos e já bem ignorada perdida no mundo das amizades e relacionamentos, tive contato com um grupo que na época era considerado nerd (antes de virar modinha). Era o grupo dos excluídos que gostava de ler e não falava o tempo todo de namoro ou assuntos relacionados. Fiz amizade com eles e conheci o mundo das séries. Minha primeira e mais profunda paixão foi Arquivo X e com essa revista, podia colecionar matérias falando sobre os atores e episódios. Ainda guardo uma pasta com os recortes.

Herói: além dos seriados americanos, conheci os animes japoneses e minha paixão por Yu Yu Hakusho me levou a comprar vários números dessa revista e também recortar para guardar. Dessa coleção não sei o que eu fiz, pois não sei aonde foram parar os recortes.

Mundo Estranho: a proposta dessa revista era trazer informações científicas de tudo que fosse muito bizarro e incomum. Um gosto pelo desconhecido que começou comigo em Arquivo X e me acompanha até hoje. Se tem uma revista que eu recomendaria para quem quer ficar à toa longe das telas é essa.

Recreio: minha última paixão acompanhada em revistas foi Harry Potter. Também tenho uma pasta com recortes, que vieram de várias publicações, mas acredito que essa tenha sido a maior fonte de reportagens sobre o mundo bruxo.

Que saudade senti escrevendo essa postagem. Gostaria muito de ter uma pasta com recortes de Sherlock, minha paixão mais recente, ou uma mísera foto do Martin Freeman para colar na agenda (deixei até um espaço reservado caso encontre). Tenho procurado nos sebos, mas nas vezes que fiz isso voltei sem encontrar.

Pelo que pesquisei, algumas dessas revistas ainda existem em versão digital ou ainda nas bancas com menor frequência de publicação e outras deixaram de existir. Sei que num mundo onde precisamos prezar pela conservação, algo digital é melhor que impresso na questão de reduzir resíduos, mas não consigo fazer o mesmo uso dessa versão e prefiro deixar a atividade na memória.

Não é apenas pela informação, mas como ela nos é apresentada pela revista. Desacelerar, folhear e recortar provavelmente ativa muito mais áreas no cérebro do que o celular tem feito e talvez por isso seja uma atividade tão prazerosa para mim.

Para mais postagens nostálgicas como essa, acesse: [Memória afetiva]

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço muito a sua visita! Deixe um comentário!

- Atenção: Ao comentar você concorda com as políticas de comentários do blog.
Saiba mais: Políticas de Comentários.

Todos os comentários são revisados antes da publicação.
Obs: Os comentários não publicados pela autora não refletem a opinião do blog.