setembro 30, 2013

[Tag] Obsessão com Livros

Essa Tag foi criada pela Fa Orozco do Blog Las Palabras de Fa. Ela é mexicana e a Aline do blog Livros y Viagens foi quem traduziu as perguntas e quem me indicou!

Então vamos à Tag!

1. Você tem obsessão em comprar livros?
Não. Eu gosto muito de comprar livros, mas não acho que chegue a ser uma obsessão.

2. Quando, onde e quantas vezes você compra livros? Vai sozinho ou acompanhado?
Costumo comprar sempre que me interesso por um livro, mas não tenho regularidade. Geralmente vou sozinha, mas também não é regra.

3. Qual o aspecto que te atrai em um livro? Tem algum gênero que você sempre procura?
Ficção. O primeiro aspecto de um livro que chama minha atenção é que ele seja ficção. Além disso, tenho um carinho muito especial pelas fantasias. Pode parecer estranho, mas sempre penso se um desses autores não está revelando um mundo que realmente existe protegido pela classificação: Fantasia. Não acredito que o universo seja só o que conhecemos. Talvez alguns autores já tenham podido ver além.

setembro 26, 2013

[Resenha] O Oceano no Fim do Caminho

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.
Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.
Maravilhoso! Não tenho palavra melhor pra definir esse livro. Eu demorei um pouco para terminar de lê-lo, é verdade, mas única e exclusivamente porque eu não queria que acabasse. Infelizmente acabou e eu já estou com saudade das Hempstock. 

Neil Gaiman sabe criar um mundo incrível e completamente verossímil. Vi isso a primeira vez que conheci seu trabalho com Coraline (ler resenha) e agora, lendo O Oceano no Final do Caminho, foi como se estivesse lendo sobre um lugar que pudesse ser encontrado.

setembro 23, 2013

[Resenha] AEcM12

AEcM12 é uma história de amor que se passa no futuro, quando a maior empresa no ramo de seres artificiais domina a utilização de um componente e se torna capaz de confeccionar um androide perfeitamente similar a um ser humano, sem utilização de peças e elementos mecânicos. Serão muitos os homens a gastar pequena fortuna para a aquisição de uma cópia artificial de alguma mulher, alguns de esposas falecidas, a maioria de atrizes e modelos famosas. O principal personagem deste livro, um homem solitário, copiará a vizinha por quem é perdidamente apaixonado. Ele trabalha no ramo, é um compositor de elementos, e durante a vida construiu os próprios robôs, tratando cada criação com o carinho de um pai, edificando um estranho e artificial ambiente familiar. Agora ele apresentará uma mãe aos filhos-mecânicos, sua esposa artificial quase idêntica a vizinha já conhecida de todos e com isso alterará todo o seu futuro.
O livro conta a história de Arivaldo Anestézijo. Cansado de viver na friend zone com a vizinha Lúcia, por quem é perdidamente apaixonado, resolve fazer uso da tecnologia para acabar com sua solidão. No entanto, tentar colocar um ser mecânico no lugar de um ser humano pode parecer a solução, mas acabar trazendo consequências indesejadas.
Um escritor, no século XXI, escreveu: "Apaixonar-se é obter a permissão de se tornar bobo [...] porque o amor nasce no infinito e deságua na eternidade." Pág. 46
Essa é a primeira vez que eu participo de um book tour e confesso que fiquei com medo de ler devagar demais, mas o livro é pequenininho e a leitura fluiu bem rapidinho.

setembro 19, 2013

[Sessão Pipoca] Invocação do Mal

Harrisville, Estados Unidos. Um casal (Ron Livinston e Lili Taylor) muda para uma casa nova ao lado de suas cinco filhas. Inexplicavelmente, estranhos acontecimentos começam a assustar as crianças, o pai e, principalmente, a mãe. Preocupada com algumas manchas que aparecem em seu corpo e com uma sequência de sustos que levou, ela decide procurar um famoso casal de investigadores paranormais (Patrick Wilson e Vera Farmiga), mas eles não aceitam o convite, acreditando ser somente mais um engano de pessoas apavoradas com canos que fazem barulhos durante a noite ou coisas do gênero. Porém, quando eles aceitam fazer uma visita ao local, descobrem que algo muito poderoso e do mal reside ali. Agora, eles precisam descobrir o que é e o porquê daquilo tudo acontecendo com os membros daquela família. É quando o passado começa a revelar uma entidade demoníaca querendo continuar sua trajetória de maldades.
- Fonte: AdoroCinema
Curte um filme de terror? Assista, é bem legal. Mas preciso ser sincera. Não sei por que estão dizendo que este é o filme de terror mais assustador do ano. Ele tem seus sustos, mas nada fora do esperado.

A história se passa na década de 70 e começa com a família de 7 pessoas chegando à casa que acabaram de comprar (quem já viu isso antes levanta a mão . Okay, mesmo sendo um começo meio clichê, toda história tem que começar em algum lugar e uma “casa nova” é algo frequente em filmes de terror. Talvez isso venha de um medo comum à maioria das pessoas: o desconhecido. 

setembro 16, 2013

[Tag] Se eu fosse...

Oi! 

Como eu reservei a segunda-feira para Tags aqui no blog hoje vou responder essa que eu recebi da Aline do blog Livros y Viagens. Achei interessante e bem rapidinha de fazer! Ela consiste em indicar o que você seria em cada um dos tópicos.

Regras: 
- Citar o Blog que criou essa Tag: Infinito da Cris;
- Citar o blog que te indicou a Tag: Livros y Viagens;
- Indicar 5 blogs para responder. 

Se eu fosse:
  • Se eu fosse um mês: Julho
  • Se eu fosse um dia da semana: Segunda-feira
  • Se eu fosse uma hora do dia: 07h00min
  • Se eu fosse uma estação do ano: Inverno
  • Se eu fosse um planeta: Urano
  • Se eu fosse uma direção: Para esquerda
  • Se eu fosse um móvel: Guarda-roupa
  • Se eu fosse um pecado: Preguiça

setembro 12, 2013

[Resenha] Ecos da Morte

Violet Ambrose tem dois problemas – o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela começa a ficar cada vez mais incomodada com sua estranha habilidade – Violet encontra cadáveres. Desde pequena ela percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos, apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.
Vocês já me viram falar desse livro aqui na coluna: Li até a página 100 (ver post), e até aquela altura o livro demorou bastante para fluir. Depois, no entanto, melhorou muito.

A história é ótima. Já imaginou ter a habilidade de sentir/perceber ecos (sons, cores, cheiros) emanados por cadáveres e assassinos? Com essa premissa somos apresentados à Violet. Os únicos que sabem sobre seu mórbido talento são alguns membros de sua família e Jay, seu melhor amigo desde a infância, e foi exatamente a relação dos dois que fez o livro ficar cansativo pra mim.

Violet está apaixonada pelo melhor amigo, e não sabe como falar isso com ele. Jay, por outro lado não parece notar o súbito interesse da amiga que quer algo além da amizade entre os dois. Isso não o suficiente para me fazer desanimar da leitura, a menos que a autora resolvesse ocupar páginas e mais páginas com Violet pensando em Jay, Violet com ciúmes de Jay, Violet achando ruim Jay não estar lhe dando atenção... E foi exatamente o que ela fez! Com um assassino perigoso à solta, tive que ler páginas cheias de drama romântico adolescente. Certamente não é “my cup of tea”.

setembro 05, 2013

[Curiosidade] Remus Lupin e sua História - Parte 3

É o grau de comprometimento que determina o sucesso, não o número de seguidores.
                                                                                                    - Remus Lupin
Casamento
Voldemort está novamente iniciando uma guerra e a Ordem da Fênix se reúne. Remus volta a fazer parte dela. O grupo agora tem uma nova formação, já que muitos de seus componentes acabaram morrendo durante a primeira ascensão do vilão. Um dos novos componentes é Nymphadora Tonks, que era muito jovem para participar da Ordem em sua primeira formação. Ela é uma bruxa inteligente, corajosa e divertida com cabelos cor-de-rosa e protegida de Alastor Moody, o auror mais resistente e grisalho.

Remus, normalmente solitário e melancólico, ficou fascinado, impressionado e por fim enamorado pela jovem bruxa. Ele nunca tinha se apaixonado antes. Não fosse o tempo de guerra, Remus teria preferido ir embora para não ver Tonks se apaixonando por outro auror, o qual ele estava certo que aconteceria. Mas ele sabia que sua ajuda era necessária e optou por ficar guardando seus sentimentos em segredo, se alegrando sempre que ele e Tonks eram selecionados para uma missão em dupla.

Acostumado a se considerar sujo e sem valor, não passou pela cabeça de Remus que Tonks nutria sentimentos por ele. Uma noite, enquanto faziam patrulha à casa de um comensal da morte, depois de um ano de amizade cada vez mais calorosa, aconteceu um diálogo revelador iniciado por um comentário de Tonks:

setembro 02, 2013

[Resenha] A Menina que Fazia Nevar

Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe.
Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete.
Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas.
Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola?
Esse livro cativa desde a capa. Ela é muito bonita e foi o que primeiro chamou minha atenção. Depois, a história. Não tem como não se encantar com Judith, que é quem narra a história, e torcer por ela para que alguém a ajude a se livrar de Neil, o menino que a perturba no colégio. Ele prometeu enfiar a cabeça dela na privada na segunda-feira, promessa essa feita durante a briga dos dois na sexta-feira onde ele não teve tempo de fazer isso, e Judith passa a temer por sua vida.

A primeira coisa que pensamos é: porque ela não pede a ajuda de um adulto. Então temos a resposta:
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